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domingo, 18 de julho de 2010

Testanto longas exposições

Faz um tempo que não trago mais nada aqui... acabou a viagem, hora de colocar as coisas no lugar, revisar o carro, voltar pra casa, enfim, continuar a vida que parou uns 6 meses atrás.

Mas, voltando ao assunto... hoje é dia de tentar longas exposições!
Alguns capítulos atrás, este assunto foi abordado, mas exemplos explicam melhor.

O que fazer quando queremos tirar uma foto em um local com baixíssima luz?? Flash? Mas e se o local for grande? Usar um holofote?

Como já disse, os recursos para fotos com pouca luz são:
- Grande abertura da lente
- ISO elevado
- Tempo de exposição elevado.

O primeiro, depende da lente e câmera que possui.
O segundo, depende da câmera, porém quanto maior o ISO, maior o ruído na imagem.
Já o terceiro, é mais fácil de controlar, porém requer alguns cuidados.

Quando usamos tempos altos de exposição, a câmera permanece capturando a cena por um longo período, e qualquer movimento, tanto da câmera, quanto do que se está tentando fotografar, vai aparecer na imagem. Esse movimento, muitas vezes pode ser útil para a composição da fotografia.
Esta imagem, foi tirada usando velocidade de 1/13 segundos (0,077 segundos), a câmera foi colocada sobre uma base fixa, permanecendo assim imóvel, usei o temporizador para poder correr e aparecer na foto, mas o interessante, é o movimento capturado da roda do moinho. Enquanto todo o resto da cena está imóvel, a roda estava se movendo e a câmera, mesmo em um período relativamente curto de captura, pegou o movimento.

O problema das longas exposições, é justamente o movimento, e o mais prejudicial deles, é o movimento da câmera ou do fotógrafo. Um jeito de evitar imagens tremidas é fixar a câmera em um tripé, ou mesmo apoiar em alguma base fixa na falta do tripé. Caso não seja possível, prender a respiração, manter braços juntos ao corpo, câmera bem apoiada nas mãos e bem firme é outra solução.
Para facilitar, normalmente se usa tempos de exposição equivalentes com a distância focal que se está usando. Explico, caso utilize uma lente 50mm, para maior nitidez, a exposição recomendada é de 1/50s. Para uma objetiva 250mm, use 1/250s, e assim por diante. O estabilizador de imagem da câmera permite utilizar tempos mais baixos que esses, mas varia conforme a capacidade do fotógrafo, da qualidade do sistema de IS, etc.

Existem fotografias que não seriam posíveis sem longas exposições, como a onda do light paint. Fiz há um ano atrás, com um priminho e uma lanterna na mão.
Nesta imagem, a câmera capturou 15 segundos de movimento, e registrou os pontos mais luminosos, no caso, a lanterna, e a lua ao fundo. A objetiva ficou um pouco mais fechada, em f/8.0, assim, somente os pontos mais luminosos foram registrados.
A mesma cena, também com 15 segundos, mas com abertura f/2.8 ficou assim:

Longas exposições também são legais para registrar fogos de artifícios, raios, e outros pontos lumunosos em movimento, como os faróis de carros... abaixo, alguns exemplos que registrei:




Enfim, longa exposição é isso... apoiar bem a câmera (um tripé ajuda bastante), e capturar o movimento das luzes. São efeitos simples, mas que ficam muito bons.
 Agora, mãos a obra, coloque sua câmera em modo MANUAL ou TV, escolha tempos de exposição abaixo de 1/6 segundos, apoie bem sua câmera e comece a diversão!

Abraços!


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Testes do Tubo de Extensão

 Faltou no teste de macros, um utilizando tubos de extensão.


Como expliquei, é um tubo (geralmente composto de várias partes para ajustar a distância) que é colocado entre a lente e a câmera.


Câmera com a lente do kit (18-55IS) + tubo extensor com as partes 2 e 3.

Tubo extensor desmontado.

Como na foto, são 5 partes... as duas abaixo, se encaixam na lente e na câmera, e as 3 acima, numeradas, vão entre elas, aumentando ou reduzindo a distância entre a lente e a câmera, sendo assim, são 9 combinações possíveis.
Fiz alguns pequenos testes, não tinha nada muito original para registrar, mas ficam as imagens para um comparativo.
Clássica: 1 Real - 18-55 @ 55mm + Tubo partes 1+2+3

  
Controle remoto - 18-55 @ 55mm + Tubo partes 1+2+3


Caneta - 18-55 @ 55mm + Tubo partes 2+3


Refrigerante - 18-55 @ 55mm + Tubo partes 2+3

Clique nas fotos para observar em tamanho maior.

A dificuldade em utilizar os tubos extensores, com lentes que não são manuais (não há controle de abertura na lente) é justamente controlar a abertura e o foco. Quando se retira a lente da câmera, interrompemos os contatos eletrônicos, e a lente vai para sua abertura máxima. Com abertura máxima, a profundidade de campo (DOF) fica muito curta, dificultando o foco. Para utilizar a lente com aberturas menores, com a lente na câmera, eu coloco a abertura no valor que eu desejo (neste caso f/22), e pressiono o botão de "DOF Preview", que fica próximo à lente, na frente da câmera. Com este botão pressionado, pressiono o botão para retirar a lente, e removo a mesma. Pronto! A lente está fora da câmera, e a abertura da mesma permanece em f/22. Agora só montar o conjunto com o tubo extensor. Neste caso, a câmera fica com a mensagem E00 no display, pois não reconhece a lente (tubo). Com a objetiva muito fechada, pouca luz entra pela lente, quando olhamos pelo visor, a imagem está muito escura, então, é mais fácil, tanto para visualizar, quanto para focar (o foco deve ser feito manualmente) usar o modo Live View, ou seja, visualizando a imagem pelo display da câmera. A iluminação agora também é um problema, em dias de sol, não há maiores problemas, mas, na falta de luz, convêm usar um tripé.
Existem tubos de extensão com os contatos elétricos, mas estes são muito caros, e eu não tenho nenhum para teste.
Quando se usa um tubo de extensão, a distância entre a lente e o objeto passa a ser muito pequena, algumas vezes, só há foco a milímetros da lente, outras vezes, não dá pra focar, como se usarmos o tubo completo, com as 3 partes e a lente em 18 mm, o ponto de foco está "dentro da lente", então, nem encostando neste, conseguimos foco.
Mas, em 55 mm, já dá para ficar a uns 8 cm do objeto, e se usar outra lente, como a 55-250IS, dá pra usar em 250mm e uns 50cm do objeto, com grande ampliação.

Espero que gostem e comentem.

Abraço!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mas, e agora? A imagem está cheia de ruído!

Eu já havia me deparado com esta pergunta diversas vezes.
Quando não há luz suficiente, o flash não fica legal, seja pelos objetos reflexivos na cena, pela distância, ou por qualquer outro motivo, e você não tem o que fazer, o jeito é aumentar o ISO. Mas, como já foi visto, isto aumenta também o ruído na imagem capturada. Especialmente nas compactas.

Desenterrei uma imagem tirada com a minha ex SX-10IS:
SX10IS - ISO 400 - f/2.8 - 1/8s - 28mm

A diferença entre a SX10 e a T2i é enorme, uma imagem em ISO 3200 da SLR não tem tanto ruído como essa ISO 400 da SX. Mas, graças aos amigos do Digiforum, descobri o plugin para o photoshop Denoize, da Topaz. Este plugin remove o ruído nas fotos, justamente o que precisamos.
Claro que não há milagre, o programa precisa tentar modificar aqueles pontos coloridos que estão estragando a imagem para que tomem a cor que deveriam. Algumas informações da imagem podem ser perdidas, mas eu gostei muito do efeito.
Nada como ver para crer!



Fiz um recorte da imagem acima (clique na imagem para ver em tamanho maior) e apliquei o filtro em metade da mesma, pode-se ver claramente a diferença entre as duas, e o resultado é satisfatório.
A foto, no geral não está boa, a velocidade baixa (1/8s) sem usar tripé deixou a foto um pouco tremida, mas o objetivo é visualizar o efeito da remoção do ruído, e isto pode-se perceber muito bem.

Muito interessante o recurso, de instalação fácil, vira um item a mais no menu "FILTER", do photoshop, apliquei a opção pré-definida do programa, de maior intensidade de remoção, justamente para comparar, mas pode ser customizado ao "gosto do cliente", bastando ajustar os parâmetros que desejar.

Neste caso, usei a opção "JPEG STRONG", que resulta na maior redução de ruído, mas também pode apresentar maior perda de detalhes, como bordas, pequenos objetos e contornos das imagens.

Espero que gostem, e, encontrando mais algum plugin interessante, trago aqui.

Abraços!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Nem tudo que reluz é ouro!

Mas, as vezes, pode valer tanto quanto...


As duas imagens, foram tiradas do mesmo ponto, em um pequeno intervalo de tempo. A diferença?
Essencialmente, o balanço de branco. Coloquei aqui para comparação.
O balanço de branco (White Balance ou WB) estava em automático na câmera, porém, ela assumiu valores diferentes para cada foto. A segunda, representa um pouco mais a realidade de cores da hora da foto.