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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ausente!

Faz muito tempo que não coloco nada novo aqui... isso está virando uma constante, mas, já que tirei o pó da câmera hoje e levei ela para passear, deixo aqui algumas fotos para vocês após uma breve história...

As fotos fora tiradas no terreno do antigo Sanatório Vicentina Aranha, inaugurado em 1924, em São José dos Campos - SP. Hoje, tombado pelo patrimônio histórico, serve de parque para caminhadas. Eu gostei muito do lugar, as antigas instalações e prédios estão muito desgastados pelo tempo, carecem de manutenção, mas a área para caminhada, jardins e árvores são incríveis, um ambiente muito aconchegante no meio da cidade.

Uma curiosidade: Primeiro, dei uma caminhada pelo parque, a câmera estava na mochila, então, quando comecei a tirar fotos, passei a ser observado por um dos seguranças do local (o local é cercado e possui segurança). Alguns minutos depois, fui abordado gentilmente por um deles, num tom muito simpático, pediu para eu apenas me registrar na portaria do parque, pois isso era necessário para tirar fotos. Fui então até a sala do diretor do parque, que me atendeu muitíssimo bem, apenas anotando meu nome, identificação e telefone, após perguntar se eu tirava as fotos para lazer ou para trabalho. Fiquei um tempão conversando e voltei as fotos. Fica a dica, quando for ao parque fotografar, informe-se antes e registre-se. Mas não deixe de visitar.

Agora as fotos....

Por hoje é só pessoal!!!

Abraços!!!

sábado, 7 de agosto de 2010

Filtro Cross 8

Faz tempo que não coloco mais nada aqui, mas tá difícil... viajando direto, nem tempo para tirar fotos eu arrumo.

Comprei faz alguns meses, um filtro Cross 8, paguei baratinho, é de marca genérica e ainda não havia testado o mesmo.

Já que está difícil atualizar aqui com algo mais interessante, vou colocar umas fotos para exemplificar o efeito de um desses filtros.

O filtro em si, consiste num vidro transparente, com algumas linhas verticais e horizontais gravadas no mesmo, formando um quadriculado. Estas linhas causam o efeito abaixo:
Na primeira foto não capturei as luzes da cidade, apenas a refinaria, na segunda, a idéia foi aproveitar o efeito do filtro. O que o filtro faz, é prolongar linhas a partir de pontos de luz, formando efeitos como estrelas. Com um custo muito baixo, pode-se conseguir um efeito muito belo em fotos noturnas.
Hoje foi mais simples, mas em breve trago mais testes e fotos.

domingo, 18 de julho de 2010

Testanto longas exposições

Faz um tempo que não trago mais nada aqui... acabou a viagem, hora de colocar as coisas no lugar, revisar o carro, voltar pra casa, enfim, continuar a vida que parou uns 6 meses atrás.

Mas, voltando ao assunto... hoje é dia de tentar longas exposições!
Alguns capítulos atrás, este assunto foi abordado, mas exemplos explicam melhor.

O que fazer quando queremos tirar uma foto em um local com baixíssima luz?? Flash? Mas e se o local for grande? Usar um holofote?

Como já disse, os recursos para fotos com pouca luz são:
- Grande abertura da lente
- ISO elevado
- Tempo de exposição elevado.

O primeiro, depende da lente e câmera que possui.
O segundo, depende da câmera, porém quanto maior o ISO, maior o ruído na imagem.
Já o terceiro, é mais fácil de controlar, porém requer alguns cuidados.

Quando usamos tempos altos de exposição, a câmera permanece capturando a cena por um longo período, e qualquer movimento, tanto da câmera, quanto do que se está tentando fotografar, vai aparecer na imagem. Esse movimento, muitas vezes pode ser útil para a composição da fotografia.
Esta imagem, foi tirada usando velocidade de 1/13 segundos (0,077 segundos), a câmera foi colocada sobre uma base fixa, permanecendo assim imóvel, usei o temporizador para poder correr e aparecer na foto, mas o interessante, é o movimento capturado da roda do moinho. Enquanto todo o resto da cena está imóvel, a roda estava se movendo e a câmera, mesmo em um período relativamente curto de captura, pegou o movimento.

O problema das longas exposições, é justamente o movimento, e o mais prejudicial deles, é o movimento da câmera ou do fotógrafo. Um jeito de evitar imagens tremidas é fixar a câmera em um tripé, ou mesmo apoiar em alguma base fixa na falta do tripé. Caso não seja possível, prender a respiração, manter braços juntos ao corpo, câmera bem apoiada nas mãos e bem firme é outra solução.
Para facilitar, normalmente se usa tempos de exposição equivalentes com a distância focal que se está usando. Explico, caso utilize uma lente 50mm, para maior nitidez, a exposição recomendada é de 1/50s. Para uma objetiva 250mm, use 1/250s, e assim por diante. O estabilizador de imagem da câmera permite utilizar tempos mais baixos que esses, mas varia conforme a capacidade do fotógrafo, da qualidade do sistema de IS, etc.

Existem fotografias que não seriam posíveis sem longas exposições, como a onda do light paint. Fiz há um ano atrás, com um priminho e uma lanterna na mão.
Nesta imagem, a câmera capturou 15 segundos de movimento, e registrou os pontos mais luminosos, no caso, a lanterna, e a lua ao fundo. A objetiva ficou um pouco mais fechada, em f/8.0, assim, somente os pontos mais luminosos foram registrados.
A mesma cena, também com 15 segundos, mas com abertura f/2.8 ficou assim:

Longas exposições também são legais para registrar fogos de artifícios, raios, e outros pontos lumunosos em movimento, como os faróis de carros... abaixo, alguns exemplos que registrei:




Enfim, longa exposição é isso... apoiar bem a câmera (um tripé ajuda bastante), e capturar o movimento das luzes. São efeitos simples, mas que ficam muito bons.
 Agora, mãos a obra, coloque sua câmera em modo MANUAL ou TV, escolha tempos de exposição abaixo de 1/6 segundos, apoie bem sua câmera e comece a diversão!

Abraços!


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Testes do Tubo de Extensão

 Faltou no teste de macros, um utilizando tubos de extensão.


Como expliquei, é um tubo (geralmente composto de várias partes para ajustar a distância) que é colocado entre a lente e a câmera.


Câmera com a lente do kit (18-55IS) + tubo extensor com as partes 2 e 3.

Tubo extensor desmontado.

Como na foto, são 5 partes... as duas abaixo, se encaixam na lente e na câmera, e as 3 acima, numeradas, vão entre elas, aumentando ou reduzindo a distância entre a lente e a câmera, sendo assim, são 9 combinações possíveis.
Fiz alguns pequenos testes, não tinha nada muito original para registrar, mas ficam as imagens para um comparativo.
Clássica: 1 Real - 18-55 @ 55mm + Tubo partes 1+2+3

  
Controle remoto - 18-55 @ 55mm + Tubo partes 1+2+3


Caneta - 18-55 @ 55mm + Tubo partes 2+3


Refrigerante - 18-55 @ 55mm + Tubo partes 2+3

Clique nas fotos para observar em tamanho maior.

A dificuldade em utilizar os tubos extensores, com lentes que não são manuais (não há controle de abertura na lente) é justamente controlar a abertura e o foco. Quando se retira a lente da câmera, interrompemos os contatos eletrônicos, e a lente vai para sua abertura máxima. Com abertura máxima, a profundidade de campo (DOF) fica muito curta, dificultando o foco. Para utilizar a lente com aberturas menores, com a lente na câmera, eu coloco a abertura no valor que eu desejo (neste caso f/22), e pressiono o botão de "DOF Preview", que fica próximo à lente, na frente da câmera. Com este botão pressionado, pressiono o botão para retirar a lente, e removo a mesma. Pronto! A lente está fora da câmera, e a abertura da mesma permanece em f/22. Agora só montar o conjunto com o tubo extensor. Neste caso, a câmera fica com a mensagem E00 no display, pois não reconhece a lente (tubo). Com a objetiva muito fechada, pouca luz entra pela lente, quando olhamos pelo visor, a imagem está muito escura, então, é mais fácil, tanto para visualizar, quanto para focar (o foco deve ser feito manualmente) usar o modo Live View, ou seja, visualizando a imagem pelo display da câmera. A iluminação agora também é um problema, em dias de sol, não há maiores problemas, mas, na falta de luz, convêm usar um tripé.
Existem tubos de extensão com os contatos elétricos, mas estes são muito caros, e eu não tenho nenhum para teste.
Quando se usa um tubo de extensão, a distância entre a lente e o objeto passa a ser muito pequena, algumas vezes, só há foco a milímetros da lente, outras vezes, não dá pra focar, como se usarmos o tubo completo, com as 3 partes e a lente em 18 mm, o ponto de foco está "dentro da lente", então, nem encostando neste, conseguimos foco.
Mas, em 55 mm, já dá para ficar a uns 8 cm do objeto, e se usar outra lente, como a 55-250IS, dá pra usar em 250mm e uns 50cm do objeto, com grande ampliação.

Espero que gostem e comentem.

Abraço!